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13/08/2008 - Setor imobiliário baiano cresce 152% no semestre
O mercado imobiliário baiano registrou, no primeiro semestre de 2008, um incremento de 152,7% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo pesquisa divulgada ontem pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), de janeiro a junho foram comercializados 7.269 imóveis no estado, contra os 2.876, em 2007. O resultado é maior do que todo o montante de 2007 (7.116). Durante o período, foram lançadas 9.183 unidades, uma alta de 179% relativa aos seis primeiros meses do ano anterior (3.289).
O diretor técnico da Ademi-BA, Luciano Muricy Fontes, responsável pelo balanço, afirma que o resultado da análise demonstra que o mercado continua aquecido, impulsionado, principalmente, pela oferta de financiamentos com taxas cada vez mais atrativas. A estabilidade da economia brasileira, que propicia a redução da taxa de juros do crédito imobiliário; o crescimento da economia baiana, gerando emprego e renda e os prazos alongados para pagamento são os principais fatores deste desempenho, acrescenta Fontes.
Quanto às perspectivas para o segundo semestre, o presidente da Ademi-BA, Walter Barretto Júnior, diz estar otimista. Ele é sempre mais promissor do que o primeiro, pois alguns fatores ajudam a alavancar as vendas, a exemplo do décimo terceiro, pontua. Para Barretto, se a economia continuar crescendo e os bancos continuarem dispostos a oferecer crédito para a habitação, as expectativas são as melhores possíveis. Até o final do ano, devemos chegar a 15 mil, que é a demanda anual da região metropolitana de Salvador, ressalta.
Quartos - De acordo com o levantamento, do total de unidades vendidas no primeiro semestre, 40% tinham dois quartos, 20% três, 11% um quarto, 10% quatro e 19% eram salas comerciais. Quanto à faixa de preço, 61% dos imóveis vendidos tinham valor entre R$125 mil e R$250 mil, seguidos das unidades com preço acima de R$250 mil, com 22%. Apenas 7% e 10% tinham o valor entre R$75 mil e R$250 mil e R$50 mil e R$75 mil, respectivamente. Nos últimos 20 anos, o mercado imobiliário só produziu residências para as classes A e B. Agora, os empreendimentos para a classe C começaram a aparecer e até o final do ano devem se consolidar mais, afirma o presidente da Ademi-BA, Walter Barretto Júnior.
Por Graciela Alvarez
Fonte: Correio da Bahia
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